Produtores podem importar 150 mil m³ de etanol anidro

Produto atenderia demanda do mercado nordestino
Segundo Amance Boutin, especialista em combustíveis da Argus, grandes grupos produtores estão vendo uma janela de oportunidade para importar até 150.000m³ de etanol anidro para o Nordeste nos próximos meses – uma possibilidade que %ca mais atrativa para empresas que desfrutam de regimes %scais de isenção de imposto de importação.
O mercado especula sobre envios escalonados de volume até março de 2025, a maior parte com origem no Golfo americano.
Em 2023, a região produziu 1,07 milhão de m³ de anidro ante um consumo de 2,5 milhões de m³ – o que representa um dé%cit de 1,43 milhão de m³. Neste ano, de janeiro a agosto, a produção nordestina foi de 321.000m³ e o consumo somou 1,7 milhão de m³, um dé%cit de 1,3 milhão de m³, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Sendo assim, de acordo com a Boutin, se uma empresa precisar buscar o anidro faltante para atender aos contratos de venda no Nordeste, a lógica é que pode ser vantajoso trazê-lo de fora do país em vez de originá-lo no Centro-Sul, em função da curva de preços descendente do etanol norte-americano nos próximos meses.
A questão tributária é um ponto chave e o principal fornecedor ao longo deste ano foi os EUA, seguido do Paraguai.

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